Boas vindas
Arte postal
Conceituação
Década de 60. Um mundo cujas fronteiras estão divididas entre o capitalismo e o socialismo. Em vários países as ditaduras controlam a expressão de ideais. Dividido pela Guerra Fria e pela angústia de não poder se expressar, observa-se as produções artísticas refletindo aspectos e gerando condições para o surgimento de uma série de movimentos, em meados do século XX, como forma de politização da arte – pensamento previamente utilizado por Walter Benjamin (1987), no qual a arte está intrinsecamente ligada à política. Um exemplo é a Arte Conceitual que prega a valorização das idéias e conceitos mais do que a própria obra de arte como objeto. Assim, baseado em valores da Arte Conceitual, surge o que é considerado a primeira grande forma de arte em rede, uma rede anterior ao advento das redes telemáticas: os eventos de Arte Postal.
Atualmente, estamos acostumados à grande quantidade de redes artísticas presentes virtualmente na Internet, onde todos podem interagir em tempo real e acrescentar visões a uma mesma obra, quase que instantaneamente. Os meios de comunicação quebram as barreiras físicas, espaciais e tecnologias e as representações disseminam-se através da virtualidade dos suportes eletrônicos, possibilitando a existência de uma espécie de aldeia global. Ainda incipiente enquanto forma artística, a rede construída pela Arte Postal transforma o modo de fazer artístico, quebra barreiras e paradigmas, no entanto, pouco se fala desta nova forma de disseminação da informação. É uma arte revolucionária na sua essência que utiliza os suportes físicos para produzir seus significados. É precursora de um princípio inovador: a interação. É nesse sentido que podemos dizer que a Arte Postal já trabalhava com os conceitos de difusão, criação compartilhada, interatividade, intercâmbio e produção em processo.
fonte:http://www.trilhas.iar.unicamp.br/artepostal/artepostal.htm
18:24 | Marcadores: Resenhas e reflexões | 0 Comments
Resenha - O show de Truman
Então, deparamo-nos com o inesperado, Truman está em um reality show, assistido por milhões de pessoas em todo o mundo, mas não sabe. Evidenciando a falta de ética da TV, ficamos sabendo que o personagem principal foi adotado pela emissora desde sua gestação e, para ele, foi construído um mundo dentro de um estúdio que ele julgava ser uma ilha. As pessoas com quem ele convive, sua mãe, amigos e esposa são apenas atores, que representam seus papéis e Truman vive apenas em um mundo de ilusão.
A única pessoa que realmente demonstra um sentimento sincero por ele é uma garota que ele conheceu na faculdade, que tentou contar a ele a verdade, mas a foi levada embora. Mesmo tendo sido passada por louca, Truman nunca a esqueceu, tentando montar seu rosto a partir de recortes feitos de revistas.
Contudo, Trumam começa a desconfiar que há algo errado quando sintoniza no rádio a equipe da TV seguindo-o no carro, além do fato de outras pessoas dizerem seu nome sem mesmo conhecê-lo. A partir daí, ele começa a representar e foge de barco, vencendo seu trauma da água que foi provocado pelo programa para que ele nunca saísse de lá.
No filme, a mídia explora a vida de um ser humano e a torna uma novela, assistida por todos. Em muitos trechos fica evidente que muitos assistem o programa de forma maquinal, alienada, enquanto outros realmente torcem pelo personagem, como se ele não fosse real. De qualquer modo, estão consumindo um mundo fabricado, que os induz, principalmente, ao consumo, haja vista que a todo o momento são feitas propagandas, ressaltando a qualidade dos produtos e expondo os rótulos. São justamente essas empresas que patrocinam o programa, o que ocorre com a TV aberta também, sendo acrescido o fato de que tudo mostrado está á venda, desde as roupas, as comidas, até elementos do cenário.
A meu ver, a melhor parte está no final do filme, quando Truman quase é morto para não fosse embora, uma vez que a emissora perderia seu “personagem principal” e, quando chega à saída, tem um diálogo com o criador e diretor do programa, que revela toda a verdade ao rapaz e tenta convencê-lo de que seu mundo de fantasia é bem melhor do que a realidade. Mesmo assim, Truman opta pela realidade, ainda que fosse desconhecida e imperfeita.
Essa escolha entre a fantasia e a realidade a todo o momento é apresentada pela televisão, principalmente pelas telenovelas, mas, infelizmente, as pessoas não têm a mesma coragem de Truman, elas preferem se alienar e viver em um mundinho próprio, fugindo de seus problemas. Além disso, o público tem demonstrado verdadeira paixão pelos reality shows, ficando claro que preferem vivenciar a vida de outras pessoas do que a própria.
18:40 | Marcadores: Resenhas e reflexões | 0 Comments
"A grande família" sob uma perspectiva analítica
“A grande família” constitui-se como um programa essencialmente humorístico, evidenciando os problemas do cotidiano de uma família de classe média baixa e as divergências entre pessoas com personalidades tão diferentes. Atentando-nos para os personagens, podemos observar que se tratam de tipos sociais, a esposa melodramática e extremamente romântica e conservadora, o funcionário público extremamente “correto” que é mal-visto e ridicularizado por isso, o filho que vive às custas da família, só começou a fazer faculdade aos 30 anos e não gosta de trabalhar e a filha ciumenta que se apaixonou pelo homem errado, o genro que procura sempre levar vantagem, o dono do bar capitalista que busca sempre lucro, a amiga “encalhada” que se envolve com homens errados, a o neto arteiro... Esses tipos convivem dentro de um grupo familiar e se envolvem em inúmeros conflitos, todos levando suas características ao extremo, sendo caracturizados.
É interessante observarmos que todos os personagens apresentam-se de forma carismática, mas são mostrados essencialmente em seus defeitos de forma a refletirem características das pessoas de nossa sociedade. Geralmente, o “certo” e o “errado” são questões sempre em voga, mas o fim é sempre feliz.
A maioria dos programas humorísticos a que assistimos são versões brasileiras de outros que fazem sucesso em outros países, muitos deles americanos. Entretanto, “A grande família” difere da maior parte desses programas, pois se trata de um remake do exibido na década de 70 e já está no ar novamente há mais de dez anos.
Seu público é essencialmente familiar, principalmente crianças e donas de casa, e não demonstram apelo sexual com a exposição de corpos femininos. Além disso, seus personagens não se vestem de acordo com a moda, muito pelo contrário, usam roupas consideradas “antiquadas” ou mesmo “bregas”. Em vez de enfatizarem a padronização, enfocam as diferenças, os antagonismos, formando uma miscelânea de situações. Sendo assim, os comerciais transmitidos durante o programa são voltados para esse público, essencialmente alimentício e de produtos para casa.
Como está sendo exibido todas as quintas-feiras há muitos anos, tal fato demonstra a grande aceitação do telespectador que lhe assiste. Se pensarmos no impacto que tem causado nos telespectadores e, consequentemente, na sociedade, podemos verificar que tem levado o público a banalizar seus problemas e rir dos mesmos, a concluir que todas as famílias são iguais, iludindo-se de que, assim como na TV, tudo se resolverá como num passe de mágica e terá um final feliz.
15:58 | Marcadores: Resenhas e reflexões | 0 Comments
A necessidade da arte
Por meio dela, o homem ganha novas vidas, vivencia outros problemas e personalidades, completando-se e tornando-se “total”, “pleno”, sem limitações. Com a arte o indivíduo relaciona-se consigo mesmo e com o mundo, tornando social a sua individualidade. Assim, ele consegue apoderar-se das experiências alheias que potencialmente é dele, ampliando sua existência e sensações.

Outro ponto de extrema relevância é que a arte se dá num processo consciente e racional, e não por uma grande inspiração, como muitos imaginam. De acordo com o texto, “Para ser um artista, é necessário dominar, controlar e transformar a experiência em memória, a memória em expressão, a matéria em forma”. Dessa forma, fica evidente que a emoção não é suficiente para o trabalho artístico, e o artista necessita de “transpiração”, de trabalho, de técnicas, formas e recursos que deve dominar, e não de simples inspiração. É necessário que se mescle, dialeticamente, a experiência intensa e a objetividade.
A platéia ganha, então, a possibilidade de apoderar-se de uma obra de arte, de forma bastante ativa, questionando, confrontando, tomando decisões sobre a realidade. Com o passar do tempo, à medida que a arte é transformada pelo mundo, ela também o transforma, configurando uma via de mão dupla.
Com relação à correlação entre a arte e a época em que foi criada, encontramos curiosamente uma relação paradoxal. Se, por um lado, a arte exprime a maneira de pensar e a cultura de uma determinada época, refletindo-a, por outro, ela se torna atemporal na medida em que capta a essência humana, seus conflitos e paixões, sendo eternamente fascinante e atual. Ao observarmos trabalhos artísticos há muito esquecidos, verificaremos que há uma continuidade e traços que são comuns aos indivíduos de nossa sociedade.
Contudo, mesmo prevalecendo a intencionalidade e a razão, que despertam uma emoção e um prazer estéticos, ajudando o homem a reconhecer e a transformar a realidade, ela nunca perderá um toque de magia dos tempos primeiros, em que o mito suplantava a razão. A magia, o sonho, a intuição é que dão um “gostinho” todo especial e que encanta o ser humano.
FISCHER, Ernst. A necessidade da Arte. Trad. Leandro Konder. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.
12:11 | Marcadores: Resenhas e reflexões | 0 Comments
Software livre
Pensando no papel do software livre na educação, é essencial que eles estejam dentro
* primeiro, é mais ético, uma vez que a utilizar programas piratas é ilegal;
* segundo, assim os alunos aprenderão a lidar com programas que podem ser adaptados, modificados segundo suas necessidades;
* terceiro porque, tendo a maior parte da população poder aquisitivo reduzido, os alunos poderão instalar em suas casas sem nenhum custo, facilitando a inclusão digital;
* quarto, estimula a criação e participação de um ambiente colaborativo, tão importante para os dias de hoje etc.
Entretanto, os alunos precisam ter contato com os dois tipos de softwares para que estejam preparados para todas as situações e não sejam excluídos por saberem utilizar apenas um ou outro.
20:08 | Marcadores: Resenhas e reflexões | 0 Comments
Plano de aula - Artes Visuais
Assunto da aula: História da Arte – Renascimento, Leonardo da Vinci
Nível de ensino: Ensino Fundamental II
Público–alvo: alunos da 5ª série/6º ano, com aproximadamente 11 anos.
Objetivos da aula:
Geral: Desenvolver a sensibilidade estética dos alunos, tornando-se estes capazes de se reconhecerem como parte de uma cultura construída ao longo da história, privilegiando a criação e a reflexão.
Específicos:
• Explicitar quem foi Leonardo da Vinci;
• Evidenciar que, além de um grande pintor, também foi um grande inventor;
• Salientar que, para que se faça uma invenção ou uma obra de arte, é necessária a criatividade;
• Analisar a obra Mona Lisa, o contexto em que foi criada e as técnicas utilizadas.
Procedimentos didáticos: aula expositiva, utilizando-se de recursos tecnológicos, com participação e reflexão dos alunos quanto aos conceitos propostos, os quais serão aplicados nas atividades de criação de um código secreto e elaboração de uma nova Mona Lisa de acordo com o padrão estético de nossa época.
Recursos utilizados: lousa, apresentação de slides em projetor multimídia, internet e o software Google Earth.
Sequência didática da aula:
1. Levantar os conhecimentos prévios sobre Leonardo da Vinci e suas obras, já que se trata de um dos pintores mais famosos do mundo;
2. Anotar na lousa o que os alunos disserem;
3. Mostrar imagens no projetor sobre esse brilhante pintor, contando um pouco de sua biografia;
4. Enfatizar, como forma de curiosidade, que da Vinci foi um grande inventor, mostrando imagens de cerca de dez objetos criados por ele;
5. Reforçar a importância da criatividade para que se façam descobertas e como ela também ajudará na produção de bens culturais;
6. Contar que quando anotava suas descobertas, Leonardo da Vinci usava letras invertidas e escrevia da direita para a esquerda, guardando então seus segredos.
7. Projetar o código secreto inventado pelo pintor;
8. Perguntar se sabem qual é sua obra mais famosa;
9. Mostrar as imagens de várias obras desse pintor e, por último, a da Mona Lisa;
10. Revelar quem foi Mona Lisa, ou melhor, a senhora Lisa, e como ocorreu o processo do retrato;
11. Contar que hoje essa tela se encontra no Louvre, um dos maiores museus do mundo, que em Paris;
12. . Propor uma viagem até Paris (virtual) para conhecer esse museu por meio do software Google Earth;
13. Abrir fotos do museu presentes nesse software;
14. Perguntar se os alunos gostariam de visitar o interior do museu e dizer que isso é possível por meio do site do Louvre: www.louvre.fr;
15. Contextualizar as obras de da Vinci no espaço e tempo, explicando que as mesmas pertenciam ao movimento do Renascimento e navegar no site do Louvre, no setor referente a esse movimento;
16. Parar o passeio virtual no quadro da Mona Lisa, analisando-o, observando o olhar e o sorriso da senhora retratada, a luz e a sombra e a técnica utilizada inventada por ele, o sfumato, que permitiam que as pinceladas se tornassem imperceptíveis.
17. Perguntar o que os alunos acharam desse pintor e o que aprenderam de novo, indagando-os sobre o que lhes chamou a atenção;
18. Pedir que os alunos se sentem em duplas, propondo então duas atividades baseadas na aula:
a. Invenção de um código secreto e envio para o colega ao lado uma frase escrita com ele, devendo o outro tentar decifrá-la;
b. Criação, em conjunto, de uma nova Mona Lisa, transformando o quadro, como se esse retrato fosse feito atualmente, modificando a roupa, o corte de cabelo e os acessórios utilizados por ela;
19. Salientar que esse processo de releitura de obras de arte tem sido utilizado, ao longo dos séculos, por pintores renomados;
20. Sugerir que os alunos assistam ao filme “O Código da Vinci”;
21. Apresentar uma relação de sites para que pesquisem mais informações sobre o pintor e suas obras.
Fatores que contribuem para a motivação dos alunos:
- O levantamento do conhecimento prévio promove a participação dos alunos, valoriza suas experiências anteriores e evita que o professor repita uma informação que é do conhecimento de todos;
- Ao usar diferentes estratégias como a exposição oral, o escrever na lousa, as imagens projetadas, o uso de recursos tecnológicos, o passeio virtual ao museu e as atividades em grupo, os alunos fixam mais a atenção na aula, ficando esta atrativa para eles;
- O uso de imagens em sala torna a aula mais interessante, os conceitos ficam mais concretos, palpáveis, obrigando-os a usar diferentes sentidos para aprenderem, servindo, além disso, como uma base para a criatividade dos alunos;
- Ao revelar que o pintor foi um grande inventor, fato que poucos sabem, os alunos se surpreendem e se interessam;
- Ao analisar a obra em conjunto com a classe, o aluno conseguirá observar aspectos que até então passavam despercebidos;
- A primeira atividade proposta, a de criar um código secreto e escrever uma frase com ele, devendo depois desvendar a do colega, torna-se um desafio, que é um dos grandes agentes motivadores, além de ser divertida;
- A segunda atividade exige maior reflexão sobre a cultura da época e a de hoje, levando os alunos a fazem importantes distinções, induzindo-o a recriar uma obra de arte muito importante dentro da história da arte, ressignificando-a;
- Ao não fazer comparações e respeitar as habilidades e o ritmo de cada um, elogiando as atividades feitas, o professor estará respeitando as diversidades e promovendo a inclusão de todos de forma motivadora;
- Se o aluno terminar a aula motivado, interessado pelo assunto estudado, ele aprofundará seu conhecimento com a indicação do filme e dos sites apontados pela professora, tornando-o autônomo na busca pelo conhecimento.
19:06 | Marcadores: Plano de aula, Resenhas e reflexões | 11 Comments
Os professres e a informática
Esses mesmos professores oferecem muita resistência para aprenderem coisas novas, acham que os novos recursos de multimídia são dispensáveis e que, "se ele aprenderam no método tradicional, seus alunos também aprenderão".
Acho que nunca disseram a eles que na vida estamos fadados a aprender para sempre e que a formação continuada é essencial.
Imagem retirada do site http://4.bp.blogspot.com
15:26 | Marcadores: Resenhas e reflexões | 0 Comments
Aprendizagem digital
Imagem retirada do site http://novohamburgo.org
08:32 | Marcadores: Resenhas e reflexões | 0 Comments
O papel do educador
É importante sim conhecer as diferentes teorias do conhecimento trazidas pela Psicologia, entretanto, elas não constituem uma receita pronta que o professor deve seguir. Se o docente não adequá-la à realidade em que vive, somente aplicá-la, elas nunca serão de fato eficientes. Ele deve saber para que elas servem, qual o contexto em que se aplicas, baseadas em qual público foram desenvolvidas, e estar ciente de qual o seu objetivo ao utilizá-la e quais contribuições podem trazer para o seu trabalho.
Cabe ao educador promover a aprendizagem, a busca pelo conhecimento, muito diferente da educação bancária, lembrada por Paulo Freire, em que o conhecimento é simplesmente depositado no aluno e resgatado da mesma forma durante prova. Do que valeria o conhecimento se dele não resultasse a transformação?!
Atualmente, tem se chegado à conclusão de que nada vale uma “excelente” aula se os alunos não aprenderam. O foco não pode ser mais o ensino, e sim a aprendizagem, devemos valorizar e conhecer os alunos, e não apenas o professor. É importante que o educador, então, estabeleça uma relação dialógica com os alunos, extirpando a tão tradicional hierarquia, para que assim aprendam juntos, valorizando a diversidade, respeitando a individualidade. Além disso, deve promover a autonomia, levar os alunos a pesquisarem e a se tornarem também produtores de conhecimento.
Vejo o educador como uma agente social, político, que não se conforma com as injustiças e desigualdades no mundo, que luta para mudar a ordem vigente, que não “educa” seus alunos para mandar ou obedecer, dependendo da escola em que trabalha. Ele deve ser sempre utópico, despertando, juntamente com o conhecimento, perspectivas e sonhos junto aos discentes, levando-os a agir como verdadeiros cidadãos, exigindo seus direitos e também cumprindo seus deveres. Embora muitas vezes insatisfeitos com suas condições de trabalho, não deve se acomodar e fazer parte do sistema, esperando mudanças do governo. Deve ser proativo e buscar fazer aquilo que lhe cabe da melhor forma possível, às vezes até mesmo o que não lhe cabe, sem se sentir explorado por isso.
Quando estiver avaliando seus alunos, ele não pode se esquecer de avaliar também sua prática, aprimorando-se sempre. A criticidade, a responsabilidade e o exemplo devem estar sempre presentes em seu dia-a-dia, uma vez que “as palavras convencem, mas os exemplos arrastam”.
Acima de tudo, deve ser uma pessoa humana, que lida com outros seres humanos, que possuem sentimento, desejos, sonhos. Deve ser um professor como o do filme “Ter e ser”, que participa da vida dos seus alunos, lidando com cada um de forma diferente, sendo rígido e doce ao mesmo tempo, e que, com certeza, será lembrado pelo resto da vida.
Imagens retiradas dos sites http://www.esoterikha.com; http://quiprona.files.wordpress.com
20:14 | Marcadores: Resenhas e reflexões | 0 Comments
Pensar é desenhar
Ostrower afirma que “o criar, tal como o viver, é um processo existencial”. Nessa perspectiva, a capacidade criadora, essencial para o fazer artístico, é inerente ao ser humana e, para que possa ser usada, deve ser estimulada, não importando a forma. A criança, enquanto ser “em contínuo movimento”, transformando-se a cada momento, tem um espírito experimentalista, motivado pela curiosidade, mas, quando se torna um adulto, passa a ter limites específicos.
De acordo com Artigas, “o desenho é linguagem, também enquanto linguagem é acessível a todos”. Dessa forma, não deve ser visto como uma especialidade, mas como a manifestação do pensamento, uma forma de expressão e participação da sociedade, da qual todos podem compartilhar. Derdyk afirma que “desenhar não é copiar formas, figuras, não é simplesmente proporção e escala. (...) Desenhar objetos, pessoas, situações, animais, emoções, idéias são tentativas de aproximação com o mundo. Desenhar é conhecer, é apropriar-se.” Logo, o desenho é um meio de comunicação, expressão e conhecimento.
Ao longo da história, o desenho tem adquirido diferentes sentidos e sendo executado com os mais diferentes propósitos, adquirindo um sentido social, uma vez que tudo possui uma forma gráfica. A arte de desenhar desperta nos seres humanos a sensibilidade, pois “para que a imagem apareça no papel, ou em qualquer outro material, vários sentidos perceptíveis do nosso corpo trabalham: a visão, o pensamento criativo, o gosto sensitivo pela forma, cor e até a percepção de outros saberes”.
E podemos nos questionar: qual seria então o papel do arte-educador? A autora afirma que “os educadores são os porta-vozes de uma visão de mundo, transmissores de comportamentos, interferindo direta e ativamente na construção de seres individuais e sociais”. Sendo assim, podemos afirmar que influenciam diretamente na formação tanto do aluno quanto da sociedade. Ele deve estar ciente que o conhecimento e a criação estão intimamente ligados, possibilitando a relação, ordenação, configuração e significação do mundo. Entretanto, muitas vezes o professor tem uma formação deficitária e, como conseqüência, sua prática em sala de aula deixa a desejar, principalmente em relação à linguagem gráfica. Uma boa solução seria, justamente, começar a desenhar, ter essa vivência prática, para que assim possa ressignificar a relação do adulto com a criança.
A escola possui, portanto, um papel extremamente importante junto à sociedade, haja vista que permite a representatividade de uma “visão cultural, regional e universal do patrimônio humano do conhecimento”.
DERDYK, Edith. Formas de pensar o desenho: desenvolvimento do grafismo infantil. Scipione: São Paulo, 1989.
Imagens retiradas dos sites http://tempestmental.blogspot.com; http://www.abramente.com
19:45 | Marcadores: Resenhas e reflexões | 0 Comments
Estudo Errado
Gabriel, O Pensador, sempre se destacou pela criticidade presente em suas músicas, entretanto dessa vez ele se superou, analisou profundamente os problemas que encontramos em nosso sistema de ensino.
O primeiro ponto que ressalta é o desinteresse dos alunos, que estão totalmente desmotivados para aprenderem, uma vez que o que vigora ainda é a chamada "educação bancária", em que o professor "deposita" os conceitos nos alunos e depois os saca na hora da prova. Ele questiona a decoreba que ainda impera, além do ensino de conteúdos descontextualizados, desvinculados da prática e da realidade dos alunos. O Juquinha, personagem da música, demonstra entender plenamente como funciona o "sistema" e, para passar de ano, decora tudo para a prova, mesmo sem entender a matéria e sabendo que irá esquece-la no dia seguinte.
Nessa música também é questionada a visão educacional presente na sociedade, pois o filho diz que não aprendeu nada, mas que tirou 10 ,e os pais se sentem orgulhosos. Infelizmente, o que importa é tirar notas boas e passar de ano, e não a construção do conhecimento. Podemos encontrar milhares de jovens em nosso país que compartilham da mesma visão, devido à progressão continuada, simplesmente não estudam, pois o sabem que irão para a série seguinte independente se aprenderão algo ou não. A maioria não se interessam pelo saber.
Um outro importante que vale a pena ser ressaltado está presente no trecho "Mas o ideal é que a escola me prepare pra vida/ Discutindo e ensinando os problemas atuais/ E não me dando as mesmas aulas que eles deram pros meus pais". Aqui fica evidente que o garoto vê a importância da reformulação do sistema de ensino, sistema este que o prepare para a vida, que o tranforme em um cidadão crítico e que seja metodologicamente inovador, em que o aluno seja um agente na construção do seu conhecimento, que busque, pesquise interaja, em que a tecnologia tão presente em sua vida faça parte também do dia-a-dia escolar.
Cada vez que ouço e analiso essa música, sinto vergonha de muitos professores que dão aula por aí e denigrem nossa imagem. Assim como a professora retratada na música, ao invés de estimularem a formação de cidadãos conscientes, manda-os ficarem quietos para não perderem seus empregos.
Para acessar a letra da música, clique aqui.
18:49 | Marcadores: Poemas e letras de música, Resenhas e reflexões | 0 Comments
Perfil
- Joyce
- Sonhadora, atrapalhada, romântica,perfeccionista, dedicada... Esta sou eu! Coisas que adoro: artes em geral, pintar, assistir a filmes e teatros, estudar, ensinar. Amo o que eu faço, sou apaixonada pelo saber bem como pela sua transmissão. Maior sonho: seguir carreira acadêmica e tornar-me uma professora universitária. Realização pessoal: minha família, meus amigos que muito amo.

