Boas vindas

Esse é um blog voltado para as Artes em geral, bem como para a reflexão sobre a autação do educador, apresentando caráter avaliativo para as disciplinas de Tecnologias Contemporâneas na Escola e Projeto Interdisciplinar de Ensino e Aprendizagem II, do curso de Artes Visuais ofertado pela UAB/UnB. Ele reúne desde produções próprias até material recolhido na internet. Leiam e se deleitem com o mais diversificado conteúdo.

O papel do educador

Se pensarmos nos três brilhantes teóricos estudados na disciplina Psicologia da educação e a construção do conhecimento, Piaget diria que devemos conhecer as características dos nossos alunos relacionadas a seu estágio do desenvolvimento, propondo atividades que os coloque em desequilíbrio, para que, ao acomodarem as novas estruturas, aprendam; Vygostsky diria que devemos saber identificar qual é a zona de conhecimento proximal dos discentes para aí atuarmos, além de considerar o indivíduo como um sujeito sócio-histórico-cultural; Wallon afirmaria que o verdadeiro educador deve saber despertar as emoções dos alunos, conhecê-los melhor, respeitar o ritmo de seu aprendizado e sempre motivá-lo a estudar, tornando o processo algo prazeroso. Creio que os três autores se complementam e que tais concepções podem ser usadas em diferentes situações. Contudo, há um ponto convergente entre eles que, a meu ver, é o mais importante: o professor não é o detentor do conhecimento e este não é ensinado; o professor é um mediador e o conhecimento é construído na relação ensino-aprendizagem.

É importante sim conhecer as diferentes teorias do conhecimento trazidas pela Psicologia, entretanto, elas não constituem uma receita pronta que o professor deve seguir. Se o docente não adequá-la à realidade em que vive, somente aplicá-la, elas nunca serão de fato eficientes. Ele deve saber para que elas servem, qual o contexto em que se aplicas, baseadas em qual público foram desenvolvidas, e estar ciente de qual o seu objetivo ao utilizá-la e quais contribuições podem trazer para o seu trabalho.

Cabe ao educador promover a aprendizagem, a busca pelo conhecimento, muito diferente da educação bancária, lembrada por Paulo Freire, em que o conhecimento é simplesmente depositado no aluno e resgatado da mesma forma durante prova. Do que valeria o conhecimento se dele não resultasse a transformação?!

Atualmente, tem se chegado à conclusão de que nada vale uma “excelente” aula se os alunos não aprenderam. O foco não pode ser mais o ensino, e sim a aprendizagem, devemos valorizar e conhecer os alunos, e não apenas o professor. É importante que o educador, então, estabeleça uma relação dialógica com os alunos, extirpando a tão tradicional hierarquia, para que assim aprendam juntos, valorizando a diversidade, respeitando a individualidade. Além disso, deve promover a autonomia, levar os alunos a pesquisarem e a se tornarem também produtores de conhecimento.

Vejo o educador como uma agente social, político, que não se conforma com as injustiças e desigualdades no mundo, que luta para mudar a ordem vigente, que não “educa” seus alunos para mandar ou obedecer, dependendo da escola em que trabalha. Ele deve ser sempre utópico, despertando, juntamente com o conhecimento, perspectivas e sonhos junto aos discentes, levando-os a agir como verdadeiros cidadãos, exigindo seus direitos e também cumprindo seus deveres. Embora muitas vezes insatisfeitos com suas condições de trabalho, não deve se acomodar e fazer parte do sistema, esperando mudanças do governo. Deve ser proativo e buscar fazer aquilo que lhe cabe da melhor forma possível, às vezes até mesmo o que não lhe cabe, sem se sentir explorado por isso.

Quando estiver avaliando seus alunos, ele não pode se esquecer de avaliar também sua prática, aprimorando-se sempre. A criticidade, a responsabilidade e o exemplo devem estar sempre presentes em seu dia-a-dia, uma vez que “as palavras convencem, mas os exemplos arrastam”.

Acima de tudo, deve ser uma pessoa humana, que lida com outros seres humanos, que possuem sentimento, desejos, sonhos. Deve ser um professor como o do filme “Ter e ser”, que participa da vida dos seus alunos, lidando com cada um de forma diferente, sendo rígido e doce ao mesmo tempo, e que, com certeza, será lembrado pelo resto da vida.

Imagens retiradas dos sites http://www.esoterikha.com; http://quiprona.files.wordpress.com

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Sonhadora, atrapalhada, romântica,perfeccionista, dedicada... Esta sou eu! Coisas que adoro: artes em geral, pintar, assistir a filmes e teatros, estudar, ensinar. Amo o que eu faço, sou apaixonada pelo saber bem como pela sua transmissão. Maior sonho: seguir carreira acadêmica e tornar-me uma professora universitária. Realização pessoal: minha família, meus amigos que muito amo.