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Esse é um blog voltado para as Artes em geral, bem como para a reflexão sobre a autação do educador, apresentando caráter avaliativo para as disciplinas de Tecnologias Contemporâneas na Escola e Projeto Interdisciplinar de Ensino e Aprendizagem II, do curso de Artes Visuais ofertado pela UAB/UnB. Ele reúne desde produções próprias até material recolhido na internet. Leiam e se deleitem com o mais diversificado conteúdo.

Pensar é desenhar


Infelizmente, é comum a visão de que o desenho é apenas uma atividade prática, em que só se trabalha a mão, dissociando-o do pensar. Contudo, há uma estreita relação entre “pensar e fazer, teoria e prática, conceito e ação”.

Ostrower afirma que “o criar, tal como o viver, é um processo existencial”. Nessa perspectiva, a capacidade criadora, essencial para o fazer artístico, é inerente ao ser humana e, para que possa ser usada, deve ser estimulada, não importando a forma. A criança, enquanto ser “em contínuo movimento”, transformando-se a cada momento, tem um espírito experimentalista, motivado pela curiosidade, mas, quando se torna um adulto, passa a ter limites específicos.

De acordo com Artigas, “o desenho é linguagem, também enquanto linguagem é acessível a todos”. Dessa forma, não deve ser visto como uma especialidade, mas como a manifestação do pensamento, uma forma de expressão e participação da sociedade, da qual todos podem compartilhar. Derdyk afirma que “desenhar não é copiar formas, figuras, não é simplesmente proporção e escala. (...) Desenhar objetos, pessoas, situações, animais, emoções, idéias são tentativas de aproximação com o mundo. Desenhar é conhecer, é apropriar-se.” Logo, o desenho é um meio de comunicação, expressão e conhecimento.

Ao longo da história, o desenho tem adquirido diferentes sentidos e sendo executado com os mais diferentes propósitos, adquirindo um sentido social, uma vez que tudo possui uma forma gráfica. A arte de desenhar desperta nos seres humanos a sensibilidade, pois “para que a imagem apareça no papel, ou em qualquer outro material, vários sentidos perceptíveis do nosso corpo trabalham: a visão, o pensamento criativo, o gosto sensitivo pela forma, cor e até a percepção de outros saberes”.

E podemos nos questionar: qual seria então o papel do arte-educador? A autora afirma que “os educadores são os porta-vozes de uma visão de mundo, transmissores de comportamentos, interferindo direta e ativamente na construção de seres individuais e sociais”. Sendo assim, podemos afirmar que influenciam diretamente na formação tanto do aluno quanto da sociedade. Ele deve estar ciente que o conhecimento e a criação estão intimamente ligados, possibilitando a relação, ordenação, configuração e significação do mundo. Entretanto, muitas vezes o professor tem uma formação deficitária e, como conseqüência, sua prática em sala de aula deixa a desejar, principalmente em relação à linguagem gráfica. Uma boa solução seria, justamente, começar a desenhar, ter essa vivência prática, para que assim possa ressignificar a relação do adulto com a criança.

A escola possui, portanto, um papel extremamente importante junto à sociedade, haja vista que permite a representatividade de uma “visão cultural, regional e universal do patrimônio humano do conhecimento”.

DERDYK, Edith. Formas de pensar o desenho: desenvolvimento do grafismo infantil. Scipione: São Paulo, 1989.

Imagens retiradas dos sites http://tempestmental.blogspot.com; http://www.abramente.com

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Sonhadora, atrapalhada, romântica,perfeccionista, dedicada... Esta sou eu! Coisas que adoro: artes em geral, pintar, assistir a filmes e teatros, estudar, ensinar. Amo o que eu faço, sou apaixonada pelo saber bem como pela sua transmissão. Maior sonho: seguir carreira acadêmica e tornar-me uma professora universitária. Realização pessoal: minha família, meus amigos que muito amo.